Nos conceitos de metodologia ágil, conseguimos focar na entrega do software em um estágio tangível, pronto para feedback e mudanças imediatas após análise do cliente, ao invés de processos e documentações longos que atrasam o bom andamento do desenvolvimento. Dessa forma, as equipes da Inpyx podem direcionar seus recursos e esforços para problemas mais imediatos, procurando sempre a melhoria da UX e potencialmente abrangendo um público alvo maior. Com as rápidas inovações da Indústria 4.0, é imprescindível desenvolver sistemas levando em conta a acessibilidade para pessoas com deficiência.

Ao contrário do que se pensa, acessibilidade na web não é só para deficientes visuais. Pessoas com deficiência motora, auditiva e intelectual também possuem necessidades particulares que devem ser consideradas em igual importância na hora do desenvolvimento do sistema. Esse trabalho é importante, tanto para trazer a informação a um grupo maior de pessoas que por outrora não teriam tal oportunidade, quanto para deixar todo o campo da web um espaço mais agradável e abrangente para todos. Se edifícios possuem rampas, a web também deve proporcionar suas próprias ferramentas de acesso.

Esses pilares trazem benefícios a todos. Uma maior acessibilidade melhora a performance e usabilidade, colocando o software a um passo à frente de competidores ao mesmo tempo que agregando valor à empresa e sua confiabilidade. Com uma plataforma agradável e fácil de manusear, usuários e clientes serão fidelizados com mais eficácia e buscadores trarão maior visibilidade à marca, melhorando o SEO.

Uma das concepções equivocadas de acessibilidade na web, é que se assume um altíssimo custo e um pouco retorno, porém isso é longe da verdade. Com a metodologia ágil e o framework Scrum, é possível determinar objetivos iniciais para a plataforma e ir adaptando conforme necessidade, ao invés de aplicar diversas funções e processos de uma vez e perder o escopo facilmente. Um planejamento no início do projeto ajudará a equipe a aplicar elementos de acessibilidade sem prejudicar ou atrasar andamento do desenvolvimento.

Por exemplo, um site que não utiliza apenas de cores para destacar seus elementos ajuda pessoas com daltonismo e descrições detalhadas das imagens são essenciais para pessoas com deficiência visual, que utilizam programas que realizam leitura de tela. Textos mais simples facilitam a leitura para pessoas com dislexia e botões maiores são essenciais para aqueles com problemas motoros. O WCAG (Web Content Accessibility Guidelines) é uma série de diretrizes criada pela W3C (World Wide Web Consortium) que auxiliam na melhoria da usabilidade, navegabilidade e acessibilidade. Apesar de não incluir todos os problemas para usuários com deficiência física, suas diretrizes ajudam a resolver vários dos problemas que usuários e clientes podem encontrar.

É válido ressalvar que existem diversas formas criativas de apresentar soluções e criar formas de acessibilidade, porém por muitas vezes a equipe precisa passar por um processo de aprendizado e adaptação para compreender esses métodos e aplica-los de maneira eficiente, o que demanda tempo e custo. No entanto, conforme as aplicações são concluídas, o conhecimento agiliza o processo e abaixa os custos; um investimento vital para a ampliação do público para o produto e um importante fortalecimento da marca.

Por fim, existem diversos mitos quando o assunto é acessibilidade web, e com essa preocupação em mente há diversas documentações e diretrizes que ajudam o desenvolvedor e o cliente nos primeiros passos do planejamento no desenvolvimento. A metodologia ágil é vital para a criação de soluções e ideias, podendo consolidar elementos de acessibilidade no projeto e evoluindo seu escopo conforme necessidade, ajudando a desenvolver sistemas que são de fácil acesso para todos.