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Apesar de vivermos uma revolução tecnológica ainda há muito a ser feito quando o assunto é inclusão de mulheres na área de tecnologia. Ocupando apenas 20% dos cargos em TI, as profissionais enfrentam grandes dificuldades em se consolidar no mercado, com problemas que variam desde a discriminação por gênero até abuso físico e moral, gerado por diferentes cargos no setor e independente da hierarquia.

Desde cedo, a exclusão do papel feminino na área de tecnologia se solidifica em diversas formas. Na infância, as meninas são ensinadas a brincarem com ideias que arremetem a tarefas e interesses relacionados ao âmbito privado, reforçando um estereótipo sentimental e unicamente materno e familiar, sem oportunidades a ambições para uma carreira profissional na área Stem (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

Mulheres transformaram muito da tecnologia como a conhecemos hoje

Somado a estes fatores, a falta de modelos femininos também não encoraja, uma vez que importantes nomes femininos na história da computação são muitas vezes esquecidos ou desmerecidos. Ada Lovelace, é considerada a primeira programadora em computação e uma visionária no avanço desta tecnologia tendo escrito o primeiro algoritmo do mundo. Katherine Johnson, física e matemática da NASA, foi responsável pelos cálculos de trajeto para a missão Apollo e outras missões de exploração, além de um gênio em cálculos geométricos.

Além desses importantes nomes, temos diversas outras inovações – que usamos no dia a dia – criadas e desenvolvidas por matemáticas, físicas e programadoras. Joan Ball é a pioneira em relacionamentos online em 1964, na Inglaterra, tendo criado o serviço que foi ao ar um ano antes do famoso “Operation Match”, desenvolvido por um grupo de homens em Harvard. Sites de busca atuais usam o conceito criado por Karen Sparck Jones, chamado de “frequência inversa do termo” que analisa termos que mais aparecem em textos e cruzam com um sistema de filtro. E a indústria de VFX tem muito a agradecer a Victoria Alonso, agora vice-presidente executiva da Marvel Studios e produtora de grandes filmes da franquia, incluindo Vingadores: Guerra Infinita. Essas e muitas outras mulheres inovam a indústria tecnologia desde o seu surgimento, e suas participações tem muito o que nos ensinar.

Apesar de todo esse histórico, hoje em dia mesmo mulheres já atuantes no mercado da tecnologia encaram diversos problemas de preconceito e exclusão. Em um cenário onde a postura profissional é sempre questionada, muitas enfrentam uma delicada balança entre parecer ser “masculina o suficiente” para se encaixar na cultura enquanto mantém o lado “feminino” a fim de não parecer muito agressiva. Como se não bastasse, sugestões e críticas são por várias vezes ignorada, enquanto piadas no ambiente de trabalho são comuns e desmerecem o trabalho da profissional, prejudicando seu crescimento na carreira.

Uma equipe diversificada atua com um ponto de vista ampliado e apresenta diversas soluções

Quando se trata de um setor que requer constante inovação, adaptabilidade e escalabilidade, isso é uma péssima notícia em várias proporções. De acordo com a ex-CIO da Verizon, Judith Spitz, o setor Stem foi o único em que a participação feminina decaiu nos últimos vinte anos, com uma queda de 19% nos ganhos de prêmios científicos. Apesar do rápido crescimento tecnológico e a demanda por profissionais capacitados, essa barreira impede o setor de atender sua crescente demanda e otimizar a performance, além de fechar oportunidades para novas ideias e alcançar novos patamares de inovação.

O debate político e sociocultural é importante, porém também podemos apontar pesquisas no mercado que mostram um aumento no rendimento, produtividade e melhores tomadas de decisão em empresas que possuem equipes com mais participação feminina, segundo a empresa de serviços financeiros Morgan Stanley, em um artigo a respeito de Investimento Responsável e Sustentável.

Conforme avançamos para novos pontos de invocação da tecnologia, produtos e plataformas desenvolvidos apenas por homens resultam em diversos problemas de usabilidade e experiência. Reconhecimento de voz muitas vezes falha em identificar vozes femininas, já que não possuem essa testabilidade. Tecnologias de realidade virtual acarretam em episódios de enjoo em mulheres, ou sensores de movimentos não são otimizados para a usabilidade desse público. Com recentes avanços no mundo da Inteligência Artificial (IA), aplicativos estão cada vez mais focados melhoria na experiência de vida, abrangendo diversos aspectos como saúde, exercícios, finanças, costumes sociais, etc.

Por essas e muitas outras razões, é no mínimo contra produtivo pensar na exclusão social e que tudo seja desenvolvido apenas por homens, ignorando metade da população mundial, seja de usuárias como profissionais da área que podem e de fato melhoram diversos aspectos do setor.

Em um cenário onde adaptabilidade para diversos problemas e constante inovação são primordiais para o sucesso de qualquer negócio, devemos focar na diversidade das equipes que irão contribuir com suas experiências diárias e inovações em sistemas ou plataformas. Uma equipe que possua independência e flexibilidade para atuar em núcleos diferentes se mostra sempre um passo à frente na solução de problemas e tomadas de decisão, logo não podemos deixar de fora a diversidade apenas por questões culturais retrógradas. A tecnologia está em constante inovação e devemos seguir juntos no mesmo ritmo.

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